quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sempre queria alguém como ele na sua vida. Com a dose de paciência perfeita, com a humildade perfeita, perfeitamente perfeito para ela. O que acontece no meio de tanto brilho, é que ela era imperfeita, como sempre será. Uma criança que não sabe o que quer, futilmente ligada a sentimentos que resistem em permanecer em todo o percurso da sua vida. Teve-o assim, assim o teve de deixar ir embora. Procurava ver nele, algo que ele nunca seria, moldava-o de maneira cruel às suas creanças. E quando deixou de acreditar há algum tempo, deixara de o sentir. Conciso e cruel, como a faca a ser espetada pelas costas dele.
Empregnada dele, ainda chamava por si. Em todas as ruas pensava vê-lo. Ficasse o lugar em aberto, para um dia mais solarengo. Que estivesse tal como havia sido deixado - vazio. Como nós, como o meu coração,que se alimenta de momentos e não nos deixa viver. E por mais que seja correcto, é errado. Sinto-te mas talvez não me sinta. Procuro-te, e não te costumo encontrar!

6 comentários:

Sophia disse...

Adorei este texto e o anterior. Expressas te tão bem *.*

F. G. disse...

e é bem verdade, nos queremos sempre algo que não existe. Adorei o texto.

Joana ' disse...

Nunca nos contentamos com o que a vida nos dá e, só percebemos o valor que tinham, quando os perdemos... Não és a única a sentir que erraste, que exigiste demais. Somos seres humanos e é-nos inato, tal como nos é impossível tocar com a língua no cotovelo .. :)
Um beijinho querida, gostei muito*

Cátia disse...

Adorei este texto. Gosto da forma como escreves, como te expressas.

Desculpa a invasão.

Poetic GIRL disse...

A vida tanto dá como tira e no entretanto nós vamos mudando com ela... bjs

*flor* disse...

'Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo' é uma lei da física mas o coração contraria todas as leis, as regras e bons costumes e esta não é excepção.

=)