segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

A minha prerrogativa.


Há um desejo em mim, que implora para que venhas apaziguar-me assim que o meu Mundo deixa de ter a quietude que tem, quando conhece a tua face. Então volta, peço-te que voltes! Volta com o teu maior sorriso, com a nossa maior alegria de nos termos. Tão muito é nada e tanto tempo anseio por tudo. Ali estou eu, suspensa por e para ti. À espera da única maneira de ser toda.

Enquanto aqui me sento, vejo-os passar. Esses, cheios de amor, improtelável e derradeira verdade para quem pertence a alguém e se faz pertencer. Olho-os com a clarividência e despeito de que nada, nem ninguém, é como tu e em consequência, como nós. Espreito o relógio, daqui a uma hora estarás tão perto de mim que sentirei o teu coração a pular de alegria por me ter, por nos ter. Sei que te irei abraçar e nunca mais te largarei. O muito nosso é acima de tudo, muito teu! Quando duas almas se encontram, raramente se largam. E eu guardo-te meu amor, eu guardo-te e uso-te como se fosses (e és) a minha melhor qualidade. Tal é o orgulho e o gosto em te ter. Numa dessas noites, beijamo-nos e saberemos que na manhã seguinte, nenhum de nós terá que partir. Ficarás aqui, para escrevermos páginas e páginas de histórias, iremos encher o coração daqueles que não acreditam que o Amor é possível. É possível, e está tão vivo quanto as formigas que passeiam pelo nosso quintal.

O Mundo tratou de nos juntar, tal jogador de xadrez. Juntou o Rei e a Rainha. E deixou o jogo a meio, vimo-nos tão perto que saímos da pedra que nos envolvia em tumultuosos e sofridos gritos de transformações. Aqui tínhamos, o que sempre tínhamos desejado.

Há um meio para tudo, e a virtude está no (nosso) meio. Tu és o meu meio, a minha virtude e este é o meu texto q.b.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Rapidinhas #5

Entre mil e um caracteres e mil e duas horas de chamadas, construo-te até a mim. E sei que quando cá chegas, é como se nunca tivesses realmente partido.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Só tu.


Tenho tanto para te contar, tão pouco para te dizer. Encontraste-me num ponto crucial da minha vida e roubaste-me só para ti. Estávamos sedentos de felicidade. Não sei quando isto se deu, sei que senti os ossos a quebrarem, os lábios a serem rasgados (quase que obrigados), a sorrirem. Todo o bem que me fazes, não te irei contar, nunca te irei contar. Dou-te pistas diárias, peças de um puzzle das minhas emoções. Tiras-me o sono e dás-me a paz que procurava por florestas escuras em dias claros. Quase que acredito que esperei toda a minha vida, para te ter aqui. É quase como se soubesse os cantos do teu corpo de cor. É quase, como se já o tivesse habitado, antes de o sentir. Trocámos confidências e eu sei que irás lá estar. Quero a nossa ambivalência agora. Não peço muito, só nos peço a nós. Quero as lágrimas, quero os sorrisos. Em suma, quero-te a ti.

O fôlego de tanto de ti, não me deixa com arritmia. Pelo contrário, só quero mais. Chamam-lhe a fase do deslumbramento. E que seja! Sim, estou apaixonada. É doença? Talvez seja, mas sabe tão bem. A cura? Os teus beijos, apenas os teus beijos. Os teus beijos de manhã à noite, meu amor.

sábado, 3 de Outubro de 2009

Acena-lhe,


Acenava-lhe, com um gesto previsível desde o momento que lhe passara hoje os olhos. Não queria, mas instintivamente, é vê-la retorquir-lhe tal e qual, como se esperava que o fizesse. E no momento, em que se ia embora, não se ia realmente embora. Revivia tudo, de todas as maneiras. Sentia que havia um botão que se ligava automaticamente, sempre que estava a mais de quinhentos metros dele. Esse botão, permitia-lhe tê-lo, não o tendo. É irrisório, mas era tão real e sentido. Queria dizer-lhe tanto, e o tempo era sempre tão escasso. Sentia-o tão perto, que na verdade estava tentada a olhar para o lado para confirmar tal devaneio. Não estava lá. Já o sabia, sempre o soube. Mas não deixava de lá estar. Agora já o perdera de vista. Teoricamente, eles dizem que o perdera de vista.
Eventualmente, pensava em pedir-lhe para ficar mais um bocado. Eventualmente, perdia essa ideia. Eventualmente, deixava-o partir para a vida que este conhecia. A vida que sempre conhecera. É neste momento, que o Mundo que os unira, abria dois caminhos opostos em direcção ao Sol. Ambos o sabiam, ambos o ignoravam. Era fácil, registar o balanço do dia. Era fácil querê-lo novamente. Era tão mais difícil voltar para a sua vida, sozinha. Acenava-lhe, com um gesto previsível desde o momento que lhe passara hoje os olhos.

Acena-lhe agora e esboça um sorriso porque não é um Adeus, é um Até Já.

sábado, 19 de Setembro de 2009

Um, dois, três.



Um, dois, três. Contas os minutos para sentires perto de ti, aquele que só com um olhar esperas que te veja, tal como és. Enquanto o fazes, concebes personagens, cenários, situações, que esperas serem possíveis. Tal é a força da tua crença neste ser humano, que julgas que o é e será, na realidade. Sempre. E esperas, não tão sozinha quanto ontem. Mas, mais acompanhada que amanhã. Talvez esperes, porque assim que chegar a tua vez o resultado será redobrado e os efeitos secundários, esses, deixar-te-ão num puro estado de graça, que só irá sofrer mutações para a frente, nunca para trás. Já não te lembravas o que era esperar sem desesperar, esperar como sentido de vida, esperar como se de oxigénio se tratasse.

Um, dois, três. E quando pensas assim, já te rendeste à causa óbvia. Não há, nem nunca houve, volta a dar quando o assunto é, o sorriso estampado nos lábios. Corres tal bolsista frenética, pronta a ser a primeira a saber como está o mercado de acções. É assim que me fazes ser, frenética para te ver, frenética só para estar.

Um, dois, três. E promessas não foram feitas. Corta a naturalidade às coisas. Principalmente às de causa digna. Se sabes que algo acontecerá de tal maneira, para quê prometer!? Há tanto em nós por explorar, mas a pressa nunca foi um objecto que levámos para esta nossa expedição. Não há nada como estar em casa, num dia de Inverno. Ligar a lareira, ter-te do meu lado e ouvir-te falar do teu dia. Tal menino a falar do seu primeiro dia de aulas. Confesso, o brilho nos teus olhos guiar-me-á em dias mais escuros. Mas não prometo, e tu sabes porquê.

Um, dois, três. E enquanto te escrevo, solto em mim mais um pedaço de ti que tem ficado encravado na gaveta com o rótulo: felicidade.

Um, dois, três. E já estás tão aqui.



terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Rapidinhas #4

Devíamos possuir um fio que ligasse o coração à cabeça, e caso houvesse um curto-circuito, o generador tomava conta destas duas centrais.

sábado, 12 de Setembro de 2009

Entre itálicos e negritos.

Até é.

Desejar. Pensar. Observar. Sorrir. Esperar. Brilhar. Querer. Ter e não ter.

Ouvir. Suspirar. Confidenciar. Suprimir
. Insuprimível.

Até é.

Sonhar. Realizar. Não programar.

Até é.
Ser feliz.

Até é.
O que sempre quis que fosse.

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

O abre-olhos


Só porque tenho todas e nenhuma razão em especial para sorrir. Só porque a minha vida está prestes a dar uma volta de 360º. Só porque eu gosto de mudanças, aliás preciso de mudanças. Agora sim, é oficial: Começa a mentalizar-te bhg!
Só porque durante este percurso, sei que
nunca estarei sozinha e isso vale muito. Agora é não esquecer os óculos, e sorrir para a câmara. *Flash*