
Com o tempo aprendemos a grande diferença das seguintes palavras: distância e proximidade.
Com o tempo vi-me tão perto de uma distância que não dói, não corrói nem chega a ferir. E porquê? Pois o teu lugar já estava vazio antes de partires e eu, confusa, teimava que não. E tu já tinhas ido embora e não doía. Se não doía, porque teimava eu em querer manter-te aqui?
Tu, nunca foste nem nunca serás mais do que um preenchimento de uma inércia que não soubeste nunca lotar por completo.
E no fim, ambos concordamos que ambas nunca terão que ver uma com a outra. E não dói saber que não foste nada, tão nada tão cheio de mais do que nada.